Há vida nova no Super Sláinte. Convido a todos to check it out.
Still here (Recomendo) escrito em terça 02 dezembro 2008 23:07
Boas Novas (Música Española) escrito em quarta 26 novembro 2008 01:16
No som: Melendi
Canção: Con La Luna Llena
Faz tempo que não dou atenção ao
Slàinte, eu sei.
Não deixarei de postar aqui, porém, o conteúdo deste blog será registringido a publicações de vídeos e músicas, no mesmo estilo de antes.
Os textos deixarei para o SUPER SLÀINTE. Você conhece?
Eles estão por todas partes (Idéias) escrito em sexta 24 outubro 2008 22:25
Os ornitorrincos
Sempre os observei. Só agora me dou conta.
Não só observei como passei anos e anos
Talvez tudo aquilo que eu entenda por existência... Analisando gestos, trejeitos, dizeres, indumentárias...
Adaptando e criticando.
Aceitando, introjetando e rejeitando.
Me fiz assim. Me formei assim. Daqui e dali. De uns e de outros. Introjetando.
Sou um grande retalho do luxo e do lixo. Sou um clichê.
Inovo e copio.
Repito bordões, jargões e refrões.
Cometo gafes. Erro.
Tenho uma falsa impressão de mim.
Crio, destruo e há dejetos.
Tenho vontade, desejo, gana. Tenho preguiça, me canso e recuo.
Eu sempre observei. Só agora me dou conta...
Também fui, outrora, observada.
Também sou, agora, observada.
Será que vc já viu? (Curiosidades) escrito em sábado 18 outubro 2008 15:52
Nos últimos anos tem-se parodiado sobretudo os efeitos especiais do Cinema.
Tudo é feito em palco, e ao vivo. E ... com muita imaginação
Apresento o mais famosos destes números de falsos efeitos especiais: o "Matrix ping pong"
Mais (Recomendo) escrito em sexta 03 outubro 2008 22:37
Quanto mais, melhor. Reflexão: quanto mais, melhor. Ainda mais para quem vive nessa megalópole 'endoidecedora' que é São Paulo. Onde está a beleza de ser gente em meio a esse caos?
A FLOR E A NÁUSEA - Carlos Drummond de Andrade
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de
branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o
ódio.


